Corpo e construção de Ivens Machado

A Carpintaria, espaço da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro, apresenta, até 23/06, Ivens Machado: Corpo e construção, primeira exposição do artista em uma galeria após seu repentino falecimento em 2015.

Ivens Machado

A mostra apresenta seis esculturas realizadas entre 1991 e 2006, um tríptico fotográfico a partir da Performance com bandagens cirúrgicas, de 1973, e uma série de fotos com registros inéditos da mesma performance, editado a partir da recuperação de negativos do artista.

Ivens Machado utilizava matérias-primas próprias da construção civil como concreto, vergalhões, vidro e madeira, manipulando estes materiais de modo a reorganizar os códigos da escultura convencional. Suas obras articulam tensões sociais e sexuais ao abordarem questões como a violência e a repressão, temáticas que revelaram-se controversas ao longo de sua carreira, especialmente durante o período da ditadura militar. Suas esculturas materializam uma sintaxe clara e objetiva que dá voz às formas em si, deixando que o concreto armado ou estilhaçado, telas aramadas e tijolos quebrados desvelem camadas de significação para além de suas superfícies. Em Sem título (2006), na primeira sala expositiva, o concreto dilata-se em um ângulo superior a 90º, encerrando-se em robustas extremidades cravadas por estilhaços de telha.
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José Oiticica Filho no MIS

Até 17 de junho um dos mais importantes e revolucionários fotógrafos brasileiros

José Oiticica Filho

Forma 15-B (1955) / Derivação 68A/62-A (1962)

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo, MIS-SP apresenta a obra pioneira de José Oiticica Filho (1906 – 1964), marco na fotografia moderna brasileira. Dentre sua produção se destacam as microfotografias científicas feitas durante seu trabalho como entomologista, a forte atuação nos movimentos cineclubistas, a quebra com o pictorialismo, os experimentos com a abstração, as composições geométricas e as recriações fotográficas a partir de manipulação de negativos.

José Oiticica Filho (1906-1964) contribuiu para a inovação da fotografia brasileira entre os anos 1940 e início dos 1960 do século XX. Ao lado de Geraldo de Barros e outros expoentes da fotografia modernista brasileira, na década de 1950, tirou a fotografia do pictorialismo que ainda reinava entre os trabalhos fotográficos brasileiros.
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Kura de Camila Yunes Guarita

Kura é a nova empresa de assessoria em arte de Camila Yunes Guarita

Camila

Sob comando de Camila Yunes Guarita, a nova empresa oferece consultoria de arte e tem como diferencial a customização de cada trabalho

Kura, que vem do alemão Kuratorium e significa ‘curadoria’, vem ao encontro dos anseios de sua criadora, Camila Yunes Guarita, uma apaixonada pelo mundo das artes, que deu seus primeiros passos nesse universo, ainda na faculdade. Aos 18 anos, criou um blog onde entrevistava artistas e publicava notícias sobre feiras e exposições. Após um convite para trabalhar na galeria Nara Roesler em São Paulo, ela teve a certeza de que era o que realmente queria para sua vida profissional.
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Claudio Tozzi na Caixa Cultural

Claudio Tozzi (mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) volta a fazer uma exposição individual em São Paulo

Claudio Tozzi

Emblema da Cultura Brasileira – Retrospectiva da Obra Gráfica será inaugurada, no dia 13 de março, às 19 horas, na Caixa Cultural São Paulo, e traz um panorama da obra gráfica do artista nos últimos 50 anos.Com curadoria de Manuel Neves, a mostra reúne 93 obras produzidas entre 1968 e 2018 – é a mais completa exposição já realizada sobre a produção gráfica de Claudio Tozzi.
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Todas as Graças de Laura Vinci

Até 21 de julho de 2018, o Instituto Ling apresenta a exposição Todas as Graças, da artista paulista Laura Vinci

Laura Vinci

Duas Graças, 2017, latão repuxado, Ø60 x 60 cm, edição 4/5, Duas unidades

Com curadoria de Virginia Aita, Todas as Graças é uma instalação concebida especialmente para a galeria do Instituto Ling, com peças das séries Graças, Pins e Mundos, produzidas entre 2015 e 2018, em que a artista trabalha com materiais como latão (banhado a ouro e prata) e vidro borosilicato. São 21 peças da série Graças, quatro peças da série Mundos e 180 Pins, dispostas no solo e paredes, em conjuntos que se relacionam entre si e preenchem de forma harmônica o espaço da galeria.
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Doce metal

Gravura em Metal: poéticas, linguagens e técnicas de cinco gravadores, exposição integra as comemorações dos 120 anos da Casa da Boia de São Paulo

Gravura

Ulysses Boscolo

A versatilidade do cobre, material de múltiplas aplicações, revela-se na gravura como meio de expressão, linguagem e arte. E foi esta a motivação da Casa da Boia Cultural ao promover a exposição “Gravura em Metal: poéticas, linguagens e técnicas de cinco gravadores”, que será realizada entre 7 de maio e 14 de julho, em São Paulo. A mostra, que tem a curadoria de Ennio Posebon, é uma oportunidade para que os visitantes façam uma viagem no tempo, com um duplo resgate histórico.

Cerca de 50 gravuras foram produzidas por cinco artistas de diferentes gerações, utilizando a chapa de cobre, cujos processos de produção e reprodução de imagens remontam ao século XV. A maioria das obras tem caráter figurativo e o extenso conjunto das imagens revelará ao espectador uma diversidade de poéticas, linguagens e técnicas de gravação. Ao mesmo tempo, será possível conhecer toda a riqueza arquitetônica e o estilo art-nouveau do casarão centenário onde funcionará a exposição.
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