Cícero Dias na Simões de Assis

Mostra reúne 40 obras do modernista pernambucano em retrospectiva inédita desde a década de 1980 e revela série de litografias denominada “Suíte Pernambucana”

Cícero Dias

A Simões de Assis Galeria de Arte apresenta, entre os dias 9 de junho e 4 de agosto, “Cícero Dias”. A exposição reúne 40 obras na primeira grande retrospectiva do modernista pernambucano – que viveu entre 1907 e 2003 – em uma galeria desde a década de 1980. Além das aquarelas, é revelada ao público, três décadas após a sua criação, a “Suíte Pernambucana”, série inédita de litografias criadas em 1983, em Paris. A curadoria é de Waldir Simões de Assis.

Definido pelo crítico de arte André Salmon como um “selvagem esplendidamente civilizado”, expressão dedicada ao artista em um poema de Paul Verlaine, Cícero era avesso às escolas e produzia uma arte baseada no instinto.
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Ibema Gravura está com inscrições abertas

O objetivo do projeto é divulgar a arte da gravura e revelar novos talentos

gravura

O maior e mais conceituado prêmio brasileiro dedicado à arte da gravura está com suas inscrições abertas. O Prêmio Ibema Gravura, que está em sua oitava edição, é uma ação exclusiva aos estudantes universitários e as premiações chegam ao valor de R$ 13 mil, distribuídos entre os dez primeiros lugares. Promovida e realizada pela Ibema Papelcartão, terceira maior fabricante de papelcartão do país e um dos maiores players da América Latina, a premiação é a única do gênero promovida pela iniciativa privada.
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Avesso Viés na SIM

Obras em material têxtil sugerem uma analogia entre tessitura e a percepção da passagem do tempo

Avesso Viés

Jessica Mein / desborde cinco, 2017 / grafite e cânhamo / 94 x 64 cm / Botoon Rojo Fotografia / Nelson Leirner / Eu e Fontana / 188x127cm / 1999 / Lona e zíper / Ed. única

As alegorias e metáforas entre a tecelagem e a percepção da passagem temporal dão o tom da exposição “Avesso Viés”, coletiva em cartaz na SIM Galeria até 11 de julho. Artistas que lidam de diversas formas com o têxtil apresentam trabalhos com essa matéria e a atualizam por meio de ações como cortar, manchar, torcer, desfiar, esgarçar e virar do avesso. Essas interferências fazem uma analogia ao tempo e à capacidade de interrompê-lo abruptamente, desafiando a convulsão ansiosa da atualidade.

“Basta fazer um corte oblíquo na trama ortogonal de um tecido para interromper sua regularidade, produzindo uma peça de tecido chamada em português de ‘viés’. Uma mesma matéria resultante da duração da tessitura pode ter suas propriedades a tal ponto transformadas por um simples corte diagonal que vale a pena renomeá-la”, explica o curador Paulo Miyada.
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Escultura do português Bordalo II

A enorme escultura do artista plástico português Bordalo II, que é um bicho-preguiça feito de lixo, fica exposta na Lapa e faz parte da programação do Experimenta Portugal ‘18

Bordalo II

A cidade de São Paulo ganhou uma obra de arte de um dos mais reconhecidos artistas urbanos do mundo, o português Bordalo II. A peça, um enorme bicho-preguiça feito de lixo, material descartável e pintura, ficará exposta permanentemente em frente ao Terminal da Lapa (Rua Guaicurus), na Zona Oeste, uma das regiões mais movimentadas da cidade.

A ação faz parte da programação do Experimenta Portugal ’18, chancela paulistana de arte e cultura luso-brasileira, promovida pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo há quatro anos. A presença de Bordalo II contou com apoio do município paulistano e do Turismo de Portugal.
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Labirinto de Amor na Caixa Cultural

Exposição Labirinto de Amor, na CAIXA Cultural São Paulo, é adiada; abertura está prevista para 05/06 – Caixa Cultural São Paulo recebe Labirinto de Amor, exposição inédita do artista plástico Jorge Fonseca, o público poderá interagir com mais de 30 obras do mineiro autodidata que já foi maquinista de trem e marceneiro; a entrada é gratuita

Jorge Fonseca

TRI Angulo / 2001 – Acrílica s/ laminas de madeira e esmalte sintético s/ Madeira

Costurar, pintar e bordar o amor. Enfeitar e dar graça a desilusões, tropeços, desavenças. É assim que o artista plástico Jorge Fonseca concebe sua obra, criações que dão um novo significado a objetos do imaginário coletivo e apontam brechas de afeto em coisas simples do cotidiano. Entre os dias 29 de maio e 29 de julho, boa parte de seu trabalho poderá ser conhecido na Caixa Cultural São Paulo, na exposição inédita e gratuita Labirinto de Amor. A visitação pode ser feita das 9h às 19h, de terça a domingo.
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Corpo e construção de Ivens Machado

A Carpintaria, espaço da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro, apresenta, até 23/06, Ivens Machado: Corpo e construção, primeira exposição do artista em uma galeria após seu repentino falecimento em 2015.

Ivens Machado

A mostra apresenta seis esculturas realizadas entre 1991 e 2006, um tríptico fotográfico a partir da Performance com bandagens cirúrgicas, de 1973, e uma série de fotos com registros inéditos da mesma performance, editado a partir da recuperação de negativos do artista.

Ivens Machado utilizava matérias-primas próprias da construção civil como concreto, vergalhões, vidro e madeira, manipulando estes materiais de modo a reorganizar os códigos da escultura convencional. Suas obras articulam tensões sociais e sexuais ao abordarem questões como a violência e a repressão, temáticas que revelaram-se controversas ao longo de sua carreira, especialmente durante o período da ditadura militar. Suas esculturas materializam uma sintaxe clara e objetiva que dá voz às formas em si, deixando que o concreto armado ou estilhaçado, telas aramadas e tijolos quebrados desvelem camadas de significação para além de suas superfícies. Em Sem título (2006), na primeira sala expositiva, o concreto dilata-se em um ângulo superior a 90º, encerrando-se em robustas extremidades cravadas por estilhaços de telha.
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