Avesso Viés na SIM

Obras em material têxtil sugerem uma analogia entre tessitura e a percepção da passagem do tempo

Avesso Viés

Jessica Mein / desborde cinco, 2017 / grafite e cânhamo / 94 x 64 cm / Botoon Rojo Fotografia / Nelson Leirner / Eu e Fontana / 188x127cm / 1999 / Lona e zíper / Ed. única

As alegorias e metáforas entre a tecelagem e a percepção da passagem temporal dão o tom da exposição “Avesso Viés”, coletiva em cartaz na SIM Galeria até 11 de julho. Artistas que lidam de diversas formas com o têxtil apresentam trabalhos com essa matéria e a atualizam por meio de ações como cortar, manchar, torcer, desfiar, esgarçar e virar do avesso. Essas interferências fazem uma analogia ao tempo e à capacidade de interrompê-lo abruptamente, desafiando a convulsão ansiosa da atualidade.

“Basta fazer um corte oblíquo na trama ortogonal de um tecido para interromper sua regularidade, produzindo uma peça de tecido chamada em português de ‘viés’. Uma mesma matéria resultante da duração da tessitura pode ter suas propriedades a tal ponto transformadas por um simples corte diagonal que vale a pena renomeá-la”, explica o curador Paulo Miyada.
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